FAQ da Atlas Safe
Pensando em oferecer uma experiência mais completa a Atlas Safe criou esta página de Perguntas Frequentes.
Aqui você encontra respostas para as principais dúvidas sobre nossos produtos, sistemas de proteção contra quedas, linhas de vida, normas técnicas, treinamentos, projetos e serviços.
1. Qual a diferença entre Fator de Quedas e Zona Livre de Quedas?
Fator de Queda mede a severidade da queda, sendo a relação entre a distância da queda e o comprimento do sistema de conexão. Já a Zona Livre de Queda (ZLQ) é a distância mínima necessária abaixo do trabalhador para evitar colisão com obstáculos ou o solo.
2. Qual a norma vigente para fabricantes de linhas de vida?
A principal referência é a ABNT NBR 16325, que trata dos dispositivos de ancoragem.
3. Qual a norma vigente para pontos de ancoragem predial?
A ABNT NBR 16325 é a principal norma para dispositivos de ancoragem utilizados em edificações.
4. Qual a norma vigente para trabalho em altura?
A principal norma regulamentadora é a NR-35 – Trabalho em Altura.
5. Qual a norma "mãe" da Europa que fala sobre linhas de vida?
A principal referência é a EN 795, norma europeia para dispositivos de ancoragem.
6. Quais cálculos devem ser feitos para o dimensionamento de uma linha de vida?
Devem ser considerados cargas de queda, forças resultantes, número de usuários, flecha do sistema, resistência estrutural, fator de segurança e zona livre de queda.
7. O que é um PLH?
PLH (Profissional Legalmente Habilitado) é o profissional responsável por elaborar, validar e assumir tecnicamente projetos e cálculos relacionados aos sistemas de proteção contra quedas. Trata-se de um profissional com formação reconhecida e registro no conselho de classe competente, como CREA ou CAU, quando aplicável. Entre suas responsabilidades estão a análise estrutural, dimensionamento dos pontos de ancoragem, definição dos componentes do sistema e emissão da respectiva ART ou documento equivalente. Em sistemas de linhas de vida, o PLH é fundamental para garantir que a solução atenda aos requisitos normativos e ofereça segurança aos usuários.
8. Qual o objetivo do uso do Tensionador/Indicador?
Garantir a tensão correta da linha de vida e permitir inspeção visual rápida da condição do sistema.
9. Quais os três diferenciais da linha de vida flexível.
Menor peso, facilidade de instalação e capacidade de absorção de energia através da deformação controlada.
10. O que é considerada para calcular uma Zona Livre de Queda?
Talabarte, abertura do absorvedor de energia, altura do trabalhador, deslocamentos do sistema e flecha da linha de vida.
11. Qual a diferença entre linha de vida flexível e linha de vida rígida?
A flexível utiliza cabos ou cordas e apresenta deformação durante uma queda. A rígida utiliza trilhos ou estruturas rígidas, reduzindo deslocamentos e flechas.
12. Qual a nomenclatura utilizada para norma?
Normalmente utiliza-se a sigla da norma seguida do número, como NR-35, NBR 16325 ou NBR 16489.
13. Por que não utilizar absorvedor de energia em linhas de vida pode ser prejudicial?
Porque as forças transmitidas ao trabalhador e à estrutura podem ultrapassar limites seguros em caso de queda.
14. Qual a carga máxima determinada por norma que uma pessoa aguenta receber no corpo e a base de unidade utilizada para testes de EPI's?
A NBR 16489 recomenda que a força transmitida ao trabalhador seja inferior a 6 kN.
15. Quais os nomes dos principais pontos de ancoragem existentes em cinto de segurança.
Ponto dorsal, peitoral, ventral e laterais de posicionamento.
16. O que é SPIQ?
SPIQ (Sistema de Proteção Individual contra Quedas) é o conjunto de equipamentos destinados a proteger individualmente o trabalhador contra os riscos de queda em altura. O sistema não é composto por apenas um equipamento, mas pela integração de diversos elementos que trabalham em conjunto para interromper ou reter uma queda com segurança.
Normalmente o SPIQ é formado por:
Sistema de ancoragem;
Elemento de ligação (talabarte, trava-quedas retrátil ou trava-quedas deslizante);
Cinturão de segurança tipo paraquedista.
A NR-35 e a NBR 16489 estabelecem critérios para seleção, uso, inspeção e manutenção desses componentes. Para que o SPIQ funcione adequadamente, todos os elementos devem ser compatíveis entre si e utilizados conforme as especificações do fabricante e do projeto.
17. O que é SPCQ?
SPCQ (Sistema de Proteção Coletiva contra Quedas) é o conjunto de medidas, equipamentos e dispositivos destinados a eliminar ou reduzir o risco de queda para todos os trabalhadores expostos a uma determinada atividade. Diferentemente do SPIQ, que protege individualmente cada usuário, o SPCQ atua de forma coletiva, protegendo simultaneamente todas as pessoas presentes na área de trabalho.
Exemplos de SPCQ incluem:
Guarda-corpos;
Redes de proteção;
Plataformas de trabalho protegidas;
Fechamentos de aberturas;
Barreiras de proteção;
Sistemas coletivos temporários contra quedas.
A hierarquia de controle prevista pela NR-35 determina que as medidas coletivas devem ter prioridade sobre as medidas individuais. Por isso, sempre que tecnicamente possível, deve-se adotar um SPCQ antes da utilização de sistemas individuais de proteção contra quedas.
18. Por que o aço inox é a melhor alternativa para fabricação de componentes de linhas de vida?.
Porque apresenta elevada resistência à corrosão e excelente durabilidade em ambientes agressivos
19. Por que linhas de vida não podem ser testadas em campo?
Porque os ensaios destrutivos podem comprometer a integridade do sistema e gerar riscos estruturais.
20. O que é Dispositivo tipo E?
Dispositivo de ancoragem de peso morto que não necessita fixação permanente à estrutura.
21. Quais os materiais de mercado em geral utilizam na instalação de linhas de vida, mas que colocam em risco os trabalhadores e o sistema?
Materiais sem certificação, componentes improvisados ou incompatíveis com o sistema projetado.
22. Para iniciar uma atividade em altura, quais os procedimentos/documentos geralmente são solicitados para preenchimento e análise antes de iniciar o trabalho?
Análise de Risco (AR), Permissão de Trabalho (PT), ASO, certificados de treinamento e inspeção dos equipamentos.
23. Qual a diferença entre talabarte Y e trava-quedas retrátil em qual tipo de linhas de vida deve ser usado esses equipamentos?
O talabarte em Y é indicado para movimentação com transposição de ancoragens. O retrátil reduz a distância de queda e é usado quando há necessidade de menor fator de queda e maior mobilidade.
Tudo sobre linha de vida e trabalho em altura
Respostas técnicas e diretas sobre proteção contra quedas, normas, projeto, instalação e inspeção — pela empresa nº 1 do Brasil em linhas de vida.
Fundamentos da segurança em altura
O que é uma linha de vida?
Linha de vida é um sistema de ancoragem — horizontal, vertical ou inclinado — fixado a uma estrutura, no qual o trabalhador conecta o cinturão tipo paraquedista e o talabarte para se movimentar em altura sem nunca ficar desconectado da proteção contra quedas. Cria um ponto de fixação contínuo e seguro ao longo de todo o trajeto. É usada em telhados, taludes, escadas tipo marinheiro, caminhões e diversas estruturas com risco de queda.
A partir de quantos metros é obrigatório usar linha de vida?
A NR 35 considera trabalho em altura toda atividade realizada acima de 2 metros do nível inferior em que haja risco de queda. Quando não é viável usar proteção coletiva (guarda-corpo, plataforma), torna-se obrigatório um sistema de ancoragem como a linha de vida. Atividades abaixo de 2 metros também podem exigir proteção se a análise de risco identificar perigo de queda relevante.
Qual a diferença entre linha de vida rígida e flexível?
A diferença está no componente que sustenta o trabalhador:
- Flexível: usa cabo de aço tensionado entre as ancoragens — dispositivo tipo C da NBR 16325-2. Mais econômica e versátil, porém gera maior flecha (deflexão do cabo na queda).
- Rígida: usa trilho ou perfil metálico contínuo — tipo D da NBR 16325-1. Reduz a flecha e a Zona Livre de Queda, ideal onde há pouco espaço livre abaixo do trabalhador, como sobre caminhões.
O que é Zona Livre de Queda (ZLQ)?
A Zona Livre de Queda (ZLQ) é a distância mínima livre que precisa existir abaixo do trabalhador para que o sistema freie a queda antes que ele colida com o solo ou uma estrutura. Resulta da soma do comprimento do talabarte, da abertura do absorvedor de energia, da flecha do cabo e da altura do trabalhador, mais uma margem de segurança. Calcular a ZLQ corretamente é decisivo: errar aqui faz o trabalhador bater na estrutura mesmo com o sistema acionado.
Qual a diferença entre Fator de Queda e Zona Livre de Queda?
São conceitos diferentes e complementares. O Fator de Queda mede a severidade da queda: é a razão entre a distância percorrida na queda e o comprimento do talabarte, variando de 0 (ancoragem acima da cabeça, queda curta) a 2 (ancoragem na altura dos pés, queda mais severa) — quanto maior, maior o impacto. Já a Zona Livre de Queda (ZLQ) é o espaço livre necessário abaixo do trabalhador para frear a queda sem colisão. Um mede a gravidade; o outro, o espaço para detê-la com segurança.
O que é SPIQ e SPCQ?
São os dois tipos de sistema de proteção contra quedas previstos na NR 35. O SPCQ — Sistema de Proteção Coletiva contra Quedas protege todos ao mesmo tempo, sem depender de ação individual (guarda-corpos, redes; a linha de vida atua como parte desse sistema coletivo). O SPIQ — Sistema de Proteção Individual contra Quedas protege um trabalhador por vez (cinturão paraquedista, talabarte, trava-quedas). A norma prioriza o coletivo; o individual entra quando o coletivo não é viável ou não oferece proteção completa.
A linha de vida substitui o EPI?
Não. A linha de vida trabalha em conjunto com os EPIs, não os substitui. Ela é o ponto de ancoragem; o trabalhador ainda precisa do cinturão tipo paraquedista, do talabarte com absorvedor de energia (ou trava-quedas) e dos conectores adequados. O sistema completo deve garantir que o impacto transmitido ao trabalhador numa queda seja de, no máximo, 6 kN.
Normas e conformidade legal
Qual norma regulamenta linha de vida no Brasil?
Duas normas se complementam: a NR 35, do Ministério do Trabalho, que trata da segurança no trabalho em altura, e a NBR 16325, da ABNT, que define os requisitos técnicos dos dispositivos de ancoragem. Em obras de construção civil, aplica-se também a NR 18. Toda solução da Atlas Safe é desenvolvida e fabricada em conformidade com essas normas.
O que é a NBR 16325 e o que muda entre as partes 1 e 2?
A NBR 16325 é a norma técnica brasileira que regula os dispositivos de ancoragem dos sistemas de proteção contra quedas. É dividida em duas partes:
- NBR 16325-1 — dispositivos dos tipos A, B, D e E (com a revisão de 2024, que incluiu o tipo E).
- NBR 16325-2 — dispositivo tipo C, as linhas de vida horizontais flexíveis, que exigem requisitos próprios.
Entre os avanços, a norma exige que o impacto gerado no trabalhador durante a queda nunca ultrapasse 6 kN.
O que são dispositivos de ancoragem tipo A, B, C, D e E?
- Tipo A: pontos de ancoragem fixos a uma estrutura.
- Tipo B: dispositivos transportáveis, sem fixação permanente (tripés, pega-vigas, eslingas).
- Tipo C: linhas de vida horizontais flexíveis (cabo de aço tensionado).
- Tipo D: linhas de vida horizontais rígidas (trilhos ou perfis metálicos).
- Tipo E: ancoragem por contrapeso (peso morto), sem perfurar a estrutura.
Usar o tipo errado pode invalidar toda a proteção, mesmo com EPIs adequados.
O que é o dispositivo de ancoragem tipo E?
O tipo E é o dispositivo de ancoragem por contrapeso (peso morto): usa massas calibradas para garantir estabilidade sem precisar perfurar ou fixar permanentemente a estrutura. É ideal para coberturas planas onde a impermeabilização não pode ser comprometida. Já existia na norma europeia EN 795 e passou a ser contemplado na NBR 16325-1:2024. Os pórticos móveis com base de contrapeso da Atlas Safe são uma aplicação do tipo E — e a massa de contrapeso deve ter memorial de cálculo assinado por engenheiro, nunca definida por estimativa.
Qual a norma "mãe" da Europa sobre linhas de vida?
É a EN 795, a norma europeia que serve de referência internacional para dispositivos de ancoragem e linhas de vida. A brasileira NBR 16325 foi criada com base na EN 795, com adaptações ao mercado nacional. É a EN 795 que originou a classificação dos dispositivos em tipos A, B, C, D e E. Sistemas certificados pela NBR 16325 são tecnicamente equivalentes aos da EN 795.
O que é um PLH?
PLH significa Profissional Legalmente Habilitado — o engenheiro reconhecido pelo CREA, com atribuição para projetar, calcular e assinar o sistema de linha de vida e a respectiva ART. É ele quem avalia a estrutura, escolhe os dispositivos, dimensiona as cargas e a Zona Livre de Queda e responde tecnicamente pela segurança. Sem PLH não há projeto válido nem conformidade com a NR 35. Não é qualquer engenheiro: a habilitação exige atribuições compatíveis com cálculo estrutural.
Linha de vida precisa de projeto de engenheiro e ART?
Sim. Um sistema de ancoragem permanente deve ter projeto e instalação sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado (PLH), com ART registrada no CREA e memorial de cálculo. O dimensionamento considera as cargas geradas numa queda, o número máximo de usuários simultâneos e a ZLQ. Ancoragens improvisadas (amarrações em estruturas não ensaiadas) são proibidas e podem causar acidentes fatais e autuações.
Qual a carga máxima que o corpo pode receber e a unidade usada nos testes de EPI?
A norma limita o impacto transmitido ao corpo do trabalhador, na retenção de uma queda, a no máximo 6 kN (cerca de 600 kgf). Por isso o talabarte de retenção precisa de absorvedor de energia. A unidade usada nos ensaios de EPIs e dispositivos de ancoragem é o kN (quilonewton), que mede força — 1 kN equivale a aproximadamente 102 kgf.
Que documentação a empresa precisa manter sobre a linha de vida?
A empresa deve guardar e manter atualizada toda a documentação técnica:
- Projeto técnico executivo e memorial de cálculo;
- ART do responsável técnico (PLH);
- Laudo técnico e manual de uso;
- Plano de instalação com os pontos de ancoragem;
- Registros das inspeções inicial, periódicas e rotineiras.
A NR 35 exige o arquivamento dessa documentação por, no mínimo, 5 anos.
Tipos de linha de vida e onde usar
Como funciona a linha de vida para telhados?
A linha de vida para telhado é normalmente horizontal e flexível, instalada ao longo da cobertura para circulação segura durante manutenção, limpeza ou instalação. A fixação varia conforme o tipo de telha, por isso a Atlas Safe oferece interfaces específicas: universal, trapezoidal, zipada, pré-moldado e platibanda — cada uma projetada para não comprometer a estanqueidade e a estrutura.
Posso instalar linha de vida em qualquer telhado ou estrutura?
Não diretamente. Antes da instalação é preciso uma avaliação técnica da estrutura para confirmar se ela suporta as cargas geradas numa queda. Telha frágil, terça subdimensionada ou estrutura corroída podem exigir reforço ou interface diferente. Por isso o projeto sempre começa com visita e levantamento das condições reais do local.
O que é linha de vida para taludes?
É um sistema para proteger quem trabalha em encostas, barragens, taludes e superfícies inclinadas. Pode ser uma linha de vida flexível fixa ao longo da inclinação ou pontos de ancoragem móveis e removíveis, permitindo acesso seguro a áreas de difícil alcance. A Atlas Safe trabalha com soluções fixas e com o sistema removível ProLLude para esse cenário.
Como proteger quem sobe escada tipo marinheiro?
Com uma linha de vida vertical instalada na própria escada, à qual o trabalhador conecta um trava-quedas deslizante que o acompanha na subida e descida. A NR 35 determina que a linha de vida vertical da escada não pode ser usada por mais de um trabalhador ao mesmo tempo (exceto em resgate). A Atlas Safe fabrica e instala escadas tipo marinheiro e os sistemas Kit Up Vert e com trava-quedas.
Linha de vida para caminhões e pórticos
Como proteger trabalhadores em cima de caminhões?
Para atividades como lonamento, carga, descarga e amostragem sobre caminhões, usam-se pórticos, trilhos rígidos, braços giratórios ou linhas overhead. O sistema cria um ponto de ancoragem elevado acima do veículo, permitindo que o trabalhador suba protegido. A escolha depende do espaço disponível, do volume de operação e de o ponto ser fixo ou precisar ser movido entre locais.
Qual a diferença entre pórtico fixo, móvel e braço giratório?
- Pórtico fixo (rígido): estrutura ancorada ao piso, para um ponto de operação definido; pode ter telhado de proteção.
- Pórtico móvel: transportável por empilhadeira, com base de contrapeso (concreto ou pneu) ou tipo trave/U/C — não exige obra civil de fixação.
- Braço giratório: trabalha junto a uma estrutura existente, cobrindo um raio de atuação. É considerado a solução de melhor custo-benefício para caminhões e aeronaves.
O pórtico móvel precisa de obra civil?
Não. Os pórticos móveis com contrapeso (base de concreto ou base com pneus) dispensam fixação ao piso — são movimentados por empilhadeira e podem ser usados em praticamente qualquer local. É a solução ideal quando a operação muda de ponto ou quando não se quer intervir na estrutura existente.
Pontos de ancoragem
O que é um ponto de ancoragem e quando usá-lo?
Ponto de ancoragem é o elemento ao qual o trabalhador conecta o EPI para se fixar a uma estrutura. É indicado quando a atividade ocorre em um ponto específico (sem deslocamento ao longo de um trajeto), como manutenção de máquinas, silos, equipamentos ou pontos prediais. Cada ponto deve ser dimensionado por profissional habilitado para resistir às forças geradas numa queda.
Posso usar uma viga ou estrutura existente como ancoragem?
Somente após avaliação técnica. A estrutura existente não pode ser usada por improviso: precisa ser ensaiada ou dimensionada por profissional legalmente habilitado e identificada com a carga máxima e o número de trabalhadores que suporta. Vigas e colunas instaladas para outra finalidade não são, por si só, dispositivos de ancoragem segundo a NBR 16325.
Qual a diferença entre ancoragem permanente e móvel/removível?
A permanente é fixada definitivamente à estrutura, projetada para uso contínuo de longo prazo — comum em indústrias e edifícios. A móvel ou removível pode ser instalada e retirada conforme a necessidade, útil onde não se deseja deixar a fixação aparente ou onde a atividade é eventual. Ambas precisam atender aos requisitos normativos e à documentação técnica.
Projeto, fabricação e instalação
Como é feito o projeto de uma linha de vida?
O processo segue etapas técnicas bem definidas:
- Visita e levantamento das condições da estrutura e da atividade;
- Definição da solução e do tipo de dispositivo de ancoragem;
- Cálculo estrutural, dimensionamento e memorial, com ART;
- Fabricação dos componentes;
- Instalação por equipe qualificada;
- Entrega da documentação técnica e do plano de inspeção.
Quais cálculos são feitos no dimensionamento de uma linha de vida?
O dimensionamento, feito pelo PLH, envolve vários cálculos: a resistência dos pontos de ancoragem e da ancoragem estrutural, as forças transmitidas à estrutura na retenção da queda, a flecha (deflexão do cabo sob carga), o número máximo de usuários simultâneos e, principalmente, a Zona Livre de Queda. É a ZLQ que define se o trabalhador para antes de atingir o solo ou uma estrutura. Sem esses cálculos, o sistema é apenas aparentemente seguro.
Por que o aço inox é a melhor opção para os componentes?
O aço inoxidável resiste à corrosão ao longo do tempo, mesmo exposto a chuva, maresia e ambientes agressivos. Componentes que enferrujam perdem resistência e podem falhar justamente na hora da queda. Muitos sistemas de mercado usam aço comum (carbono) zincado ou galvanizado, mais barato, que se degrada e coloca em risco o trabalhador e o sistema. Na Atlas Safe as fixações são em aço inox e as peças recebem pintura eletrostática para maior durabilidade.
Por que linhas de vida não podem ser testadas em campo?
Porque o ensaio que comprova a resistência é destrutivo — leva o componente próximo ou até o limite de ruptura. Um teste de carga real no local danificaria o sistema e a estrutura e exporia pessoas a risco. Por isso a validação é feita por ensaio de tipo em laboratório acreditado (a Atlas Safe usa o Instituto Falcão Bauer, acreditado pelo INMETRO), e em campo o controle é por inspeção, documentação e rastreabilidade, nunca por aplicação de carga real.
Para que servem o tensionador e o indicador de tensão?
Em linhas de vida flexíveis, o tensionador (esticador) dá ao cabo a tensão correta de projeto, e o indicador de tensão mostra visualmente se essa tensão está dentro do especificado. Juntos garantem que a linha trabalhe com a flecha prevista no cálculo: cabo frouxo aumenta a distância de queda; cabo tensionado demais sobrecarrega as ancoragens. O indicador também ajuda a sinalizar se o sistema sofreu um impacto e precisa de inspeção.
A Atlas Safe fabrica ou revende os sistemas?
A Atlas Safe tem fabricação própria dos seus materiais. Isso permite controle de qualidade de ponta a ponta, soluções sob medida para cada estrutura e materiais em conformidade com a NBR 16325, testados em laboratório. Projeto, fabricação, instalação, treinamento e inspeção ficam sob responsabilidade da mesma empresa.
A Atlas Safe atende todo o Brasil?
Sim. A Atlas Safe atende todo o território nacional, com unidades em Sorocaba (SP) e Recife (PE). Já são mais de 1.237 obras realizadas em 19 estados, para empresas de grande porte de diversos setores. A unidade de Recife foi aberta para atender a crescente demanda do Nordeste.
Equipamentos, EPIs e procedimentos
Qual a diferença entre talabarte em Y e trava-quedas retrátil?
São elementos de ligação com usos diferentes. O talabarte em Y (duplo) tem duas pernas com absorvedor de energia e permite manter 100% de conexão ao trocar de ponto (sempre um gancho preso) — indicado em deslocamentos com ancoragens descontínuas. O trava-quedas retrátil tem cabo/fita que recolhe sozinho, acompanha o trabalhador e trava na queda, reduzindo a distância de parada — ideal quando há pouca Zona Livre de Queda e em sistemas com ancoragem acima da cabeça. A escolha depende da ZLQ disponível e do tipo de linha.
Quais são os pontos de ancoragem do cinturão de segurança?
O cinturão tipo paraquedista tem pontos de conexão para finalidades diferentes: o dorsal (costas) e o peitoral/esternal (frente do peito) são para retenção de queda; os laterais (cintura) são para posicionamento no trabalho; e o ventral é usado em acesso por corda. Conectar o EPI no ponto errado compromete a segurança — a retenção de queda deve usar sempre o dorsal ou o esternal.
Por que o absorvedor de energia é essencial?
O absorvedor de energia dissipa a força gerada na queda, garantindo que o impacto no corpo do trabalhador não ultrapasse os 6 kN exigidos por norma. Sem ele, a desaceleração é brusca e a força transmitida ao corpo (e às ancoragens) pode atingir níveis capazes de causar lesões graves na coluna e órgãos internos, mesmo que o trabalhador não chegue ao solo. Por isso, no talabarte de retenção, o absorvedor não é opcional.
Quais documentos são exigidos antes de iniciar um trabalho em altura?
Antes de começar a atividade, normalmente são exigidos: a Análise de Risco (AR/APR); a Permissão de Trabalho (PT) para atividades não rotineiras; o procedimento operacional da tarefa; a checagem de capacitação e aptidão dos trabalhadores (treinamento NR 35 e ASO); e a inspeção pré-uso dos EPIs e do sistema de ancoragem. Esses documentos garantem que os riscos foram avaliados e controlados antes da exposição.
Inspeção, manutenção e validade
De quanto em quanto tempo a linha de vida deve ser inspecionada?
A NR 35 prevê três tipos de inspeção:
- Inicial: após a instalação, alteração ou mudança de local;
- Periódica: com periodicidade não superior a 12 meses, podendo ser mais frequente conforme o uso e a exposição a agentes agressivos;
- Rotineira: visual e tátil, feita pelo próprio trabalhador antes de cada uso.
A inspeção periódica deve ser feita por profissional habilitado e registrada em documento próprio.
O que fazer se a linha de vida sofrer uma queda?
Todo componente que tenha sofrido o impacto de uma queda deve ser imediatamente inutilizado e descartado — cinturão, talabarte, absorvedor de energia e conectores envolvidos. O mesmo vale para qualquer elemento que apresente deformação, dano ou desgaste. A restauração só é permitida quando expressamente prevista em norma técnica e pelo fabricante.
Qual a validade ou vida útil de uma linha de vida?
Depende do componente e da recomendação do fabricante. EPIs e partes têxteis têm vida útil limitada (frequentemente em torno de 10 anos da fabricação) e devem ser descartados antes disso se sofrerem queda ou apresentarem dano. O sistema fixo de ancoragem segue o laudo e as inspeções periódicas: enquanto aprovado e dentro das condições de projeto, permanece em uso. Equipamento sem identificação/rastreabilidade legível não pode ser utilizado.
O que é o aplicativo Atlas Survey?
O Atlas Survey é o aplicativo da Atlas Safe para inspeção e gestão de linhas de vida. Ele digitaliza o controle das inspeções, mantém o histórico de cada sistema e ajuda a empresa a cumprir a periodicidade exigida pela NR 35, reduzindo custos de manutenção e dando rastreabilidade total à documentação de segurança.
Quem pode inspecionar uma linha de vida?
A inspeção rotineira (antes do uso) é feita pelo próprio trabalhador capacitado em NR 35. Já a inspeção periódica e a emissão do laudo técnico devem ser realizadas por profissional habilitado, com competência comprovada, seguindo o projeto do sistema e as instruções do fabricante. A Atlas Safe oferece esse serviço de inspeção para garantir a conformidade contínua.
Sobre a Atlas Safe
Quem é a Atlas Safe?
A Atlas Safe é uma das principais empresas do Brasil em soluções para trabalho em altura e linhas de vida. Atua com o conceito de Segurança 360º, fabricação própria e atendimento a todas as normas vigentes. Oferece projeto, fabricação, instalação, treinamento e inspeção de sistemas de proteção contra quedas, com unidades em Sorocaba (SP) e Recife (PE) e atuação em todo o Brasil.
Por que escolher a Atlas Safe?
Os principais diferenciais são:
- Fabricação própria com materiais em conformidade com a NBR 16325 e testados em laboratório (Falcão Bauer);
- Documentação técnica completa, dando respaldo legal ao cliente;
- Equipe especializada em alpinismo industrial e resgate em altura;
- Aplicativo Atlas Survey para gestão das inspeções;
- Mais de 1.237 obras entregues para empresas líderes de diversos setores.
Como solicitar um orçamento com a Atlas Safe?
Fale com um especialista pelo WhatsApp (15) 99162-3094, pelo telefone (15) 3326-3844 ou pelo e-mail vendas01@atlassafe.com.br. O atendimento funciona de segunda a sexta, das 7h às 18h, e cobre todo o Brasil. Informe o tipo de estrutura e a atividade para a equipe indicar a solução mais adequada.
Ainda com dúvidas sobre o seu projeto?
Cada estrutura é única. Fale com um especialista da Atlas Safe e receba a solução certa, dentro da norma, para a sua operação em altura.
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A Atlas Safe uma das principais empresas do Setor de Linhas de Vida, trabalha com a Segurança 360º quando o assunto é trabalho em altura. Atendimento a todas normas vigentes aplicáveis, uma equipe de alta qualidade e fabricação própria dos seus materiais.
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